9/26/2005

Sempre à procura...


Procuro a felicidade que se esconde:
por que é que sempre a felicidade se esconde (de nós)?

Procuro o amor que se perdeu:
por que é que sempre o amor se perde (de nós)?

Procuro a verdade que se cala:
por que é que a verdade se cala (contra nós)?

Procuro o sentido de existir:
porque existo e sou intensa,
e sendo assim, existo assim!

9/16/2005

Á família Yonekura, meu pesar!


Existem dois mundos: o meu e o seu.
O meu mundo me faz pensar que estou mais segura...
(segura de quem?)

Seu mundo distante, tem mancha de sangue, de luta sem fim.
Não posso aceitar, tão pouco compreender: vidas valem mais
que papel de merda!

Esse meu mundo pacífico de hoje, também já matou e morreu -
por isso, conhece a dor e a culpa:

"quem mata também morre, mesmo que viva para sempre!"

Dois mundos distintos: um velho e um novo;
um de passado triste, outro, de presente triste!

Se tão seguro é meu mundo hoje, por que então, penso tanto no seu?

Talvez por saber mais que você: saber que seu mundo faz parte
do meu, já o meu mundo, distante, não é o seu!

http://www.estadao.com.br/cidades/noticias/2005/set/15/240.htm

9/12/2005

ASSUSTADOSSODATSUSSA



As políticas econômicas
assustam
os patrões
assustam
os empregados
assustam
os sindicatos
assustam
os poderosos
assustam
os coronéis nordestinos
assustam
os políticos
assustam
os telejornais
assustam
as percepções humanas
assustam
os manipuladores
assustam
os pobres
assustam
os ricos
assustam
os pobres...

Ao Sir Peter Blake!


(ao navegador neo-zelandês,
Sir Peter Blake, por minha dor e vergonha).








Envergonha-me a morte inesperada,
tal qual a sombra que nos segue,
surpreende.

Já não há lugar seguro,
nem quando a sua mão segura,
o certo.

Minhas lágrimas rolam na face
por mim e por àqueles
que por alguma razão,
foram-se cedo demais
com a morte inesperada.

Deixem-me aqui, quieta!

Talvez haver-se-ia o bem
se houvesse a justiça,
que sempre é tarda,
cuja ação existe somente após
a morte inesperada.

9/06/2005

Amigo...


Talvez exista alguém
que saiba quem eu sou.
Alguém que pense o que eu penso,
e sinta o que eu sinto.
Que chore e ria como eu,
que me compreenda e me aceite,
assim, desse jeito, imperfeita.

Se este alguém existir,
certamente o chamarei de
"Meu amigo!".

9/02/2005

Quem são? Quem somos?


Certo dia abri o jornal e nada li.
Desliguei minha TV no “horário nobre”.
Olhei-me no espelho e não me vi.
Como as pessoas se esquecem dos fatos,
dos atos, desacatos?

Quem são essas pessoas que falam o
tempo todo de telenovelas, que vendem os
seus votos? Que trabalham duro para
comprar no final do mês um tênis de marca
famosa de midia impressa (expressa),
um eletrodoméstico à prestação?

Quem são essas pessoas que sorriem
sem saber o porquê sorriem?
Para sorrir deve-se haver um motivo não
singular... um sorrir pluralmente.

Quem são essas pessoas que sonham com
o país do futuro? Qual país? Que futuro?
Essas pessoas não imaginam que o poder
não é de graça, é pago. Por quem?
Eu não sei...Porque eu não tive escola,
justamente para saber aonde vai o dinheiro
que eu pago, pago, pago...

Talvez o dinheiro tenha ido para o poder e
não para a escola...mas não há provas!
A única certeza que eu tenho é que ele
desaparece do meu bolso e eu não o vejo
mais...Nunca mais!!!

Quem são essas pessoas que se
comportam como animais irracionais
(massificação humana sem expressão)?

Quem são essas pessoas que não sabem
cobrar o que é direito? Revolução?
Talvez seja impossível!
Afinal ninguém sabe o que é isso mesmo.

Essas pessoas não têm tempo para ver,
para ouvir e para falar.
Estão ocupadas em sobreviver.
Às vezes comem...
Às vezes dormem...

Quem são essas pessoas cegas,
surdas e mudas que se negam aos fatos,
aos atos, desacatos?
Congresso? Fechado!!! Por quê?
Porque hoje é dia não-se-do-quê e tem
feriado na semana!!!

Amo São Paulo!


A arte da minha cidade
é barulhenta,
é operária.
É nordestina e italiana,
é portuguesa e africana,
é japonesa, chinesa, koreana!
É essa mistura tão paulistana!
A arte da minha cidade
é concreta e abstrata,
do arranha-céu à rua asfaltada.
A arte da minha cidade
é ao mesmo tempo
fria e solidária,
companheira e solitária.
Há quem diga que aqui
não há artistas,
mas a minha cidade
é uma grande escola de arte...
...da pura arte de viver:
de movimentos enlouquecidos,
de luzes amanhecidas,
e de artistas, por vezes esquecidos,
nas marginais engarrafadas!

8/30/2005

Eu suspeito...


Eu suspeito do olhar,
dos gestos, do sorriso.

Eu suspeito das palavras articuladas
na boca, da intensão, do amor-ao-próximo.

Eu suspeito do fácil, do muito fácil,
e daquele quem vende um terreno no céu!

Eu suspeito do “normal”, muito mais que do
louco, do psicótico anônimo (muitas vezes,
nem sabemos e somos).

Eu suspeito da bondade e da caridade,
daquilo que normalmente não se divide
e não se dá.

Eu suspeito do abraço, do calor-humano
gratuito (porque nada é de graça!).

Eu suspeito sim, dos meus sonhos à noite,
de quem se aproxima, da lágrima que rola
(se não é a minha!)

Eu suspeito do amigo-do-amigo,
do falso interesse em mim.

Eu suspeito do dinheiro, do pobre e do rico,
da honestidade e da lei.

Eu suspeito da justiça, do juiz, do réu e
da defesa, dos advogados do diabo!

Eu suspeito dos meus pensamentos,
que observam calados,
tudo que pode ser susceptível de suspeitas.

Eu suspeito do ser-humano,
justamente por "ser-hu-ma-no"
e toda a sua complexidade.

8/26/2005

Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão!


"Folha de S.Paulo - 26/08/2005 - 10h58
Ladrão tenta roubar carro de assaltantes no Rio.

Dois ladrões que estavam em um Palio roubado sofreram uma tentativa de assalto no final da manhã de ontem, em Santa Teresa (centro do Rio de Janeiro). Eles foram presos depois de o veículo em que estavam colidir com o carro de um policial.

A dupla guiava o carro roubado quando foi interceptada por outro assaltante armado, a pé. Houve troca de tiros, segundo a polícia do Rio. A dupla de ladrões acelerou o Palio e acabou batendo no carro em que estava um policial.

Após o acidente, os dois tentaram entrar em um ônibus. O veículo foi cercado e os criminosos, presos. Um dos ladrões tinha 29 anos. O outro tinha 21. Eles foram identificados e presos em seguida. Os dois tinham passagem pela polícia e foram encaminhados para a carceragem da Polinter, na zona portuária do Rio.

O outro ladrão, que estava a pé, conseguiu fugir. A Folha não conseguiu falar com os suspeitos".

Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u112404.shtml

8/25/2005

Eu sou um Cavalo!



What Is Your Animal Personality?
IMPORTANT: Answer honestly, and we'll see how well I can match up to your personality. If you dont think your results are accurate, you most likely know very little about that animal. And you are just overlooking something special that you have in common with it. You may be surprised. But remember, NO result will match your personality 100%. Only certain qualities about you that stand out will help determine what kind of animal your personality most resembles.

http://quizilla.com/users/EmrysWolf/quizzes/What%20Is%20Your%20Animal%20Personality%3F/

8/21/2005

Meus "Peitos" e "Eu"...


Sempre fui envergonhada! Quando criança tinha vergonha dos desconhecidos, e sempre que alguém vinha na minha direção, eu me escondia atrás da bunda da minha mãe ou da minha avó.

Na puberdade, tinha vergonha dos meninos! Na escola, ficava vermelha e encabulada toda vez que algum deles a mim se dirigia.

Já crescida, moça-mulher, tornei-me mais interessada nos rapazes, entretanto eles não tinham interesse na minha pessoa, mas nos meus peitos. É que eles cresceram junto comigo! Me tornei uma mulher de “peito”!

Certa vez um rapaz, desconhecido a mim até hoje, num shopping-center, flertou com os meus peitos, se apresentou aos meus peitos, os cumprimentou sinceramente, deu seu telefone para os meus peitos e se despediu dos meus peitos, finalmente (e para sua tristeza!). A cor dos meus olhos, com certeza ele não se lembra, mas dos meus peitos...

Os meus peitos chegaram a tal ponto, que tinham uma vida independente da minha! Quando saíamos, eu e os meus peitos, tínhamos sérias discussões. A nossa relação, com o tempo, tornou-se insuportável!

Meus peitos me deram tanto trabalho e tantas decepções, quase que como um filho não-desejado! Resolvi nesta época mesmo, me livrar deles!

Meu cirurgião, momentos antes da operação, desenhava nos meus peitos a sua redução ( e eu queria reduzir o trabalho que eles me davam!). “Você tem certeza?” perguntou o médico. “Olha que se você fosse para os Estados Unidos da América, você teria muitos pretendentes!”. Mal sabia ele que pretendentes para os meus peitos é que não faltavam, em qualquer lugar do mundo! Eu é quem não tinha nenhum! “Você tem certeza?” perguntou mais uma vez. Convicta e decidida, disse “Sim!” ao médico (e não aos meus grandes peitos!). Pedi somente que não os deixassem muito pequenos, porque não era a minha natureza, porém próximo da minha forma física. No total foram dois quilos, um de cada lado! Ficaram “médios” e lindos!

Senti então, que alguma coisa havia mudado entre eu e os meus peitos, para melhor (ficamos mais cúmplices)! Agora sim, tínhamos sido “feitos” um para o outro.

Desde então, meu olhar e o meu sorriso vêm primeiro aos meus pretendentes (agora os tenho!), os meus peitos só depois!

Liberdade?!?


Fechei meus olhos...senti o tocar de outras mãos nas minhas. Imaginei um Homem-Príncipe. Então ele veio mais perto e me abraçou. Começamos a dançar num jardim enorme! Rodopiava, segura em seus braços, tão fortes...

Distanciei-me de mim para ver mais de perto!

Então me vi no vestido mais lindo da noite, cheia de jóias, cheia de brilho! Vi como eu sorria verdadeiramente, tão feliz de ser tão amada! Percebi que era uma festa importante...não?!? Era o nosso casamento! No meio da festa, nos retiramos. Então ele me mostrou um Castelo digno de uma rainha e me disse: “Aqui será o seu lar!”.

Na entrada, pegou-me em seu colo e carregou-me até o nosso quarto, onde tivemos a nossa noite de núpcias, a nossa noite de amor. Quando acordei, tão feliz, no dia seguinte, decidi dar uma volta nos arredores, tomar um ar fresco. Era tudo tão lindo dentro do Castelo, tanta riqueza...

Fui até a porta principal, tentei abri-la, mas estava trancada. Então, fui até a outra porta, mais próxima, também estava trancada. E tentei todas as portas que davam para fora do Castelo... trancadas! Tentei todas as janelas... trancadas! Comecei a correr pelos corredores, desesperadamente a gritar por socorro, mas ninguém era capaz de me ouvir.

Não havia saída! Eu estava confinada!

Só mais tarde compreendi que a Princesa era eu, e que meu maior tesouro eu havia perdido: a liberdade.

8/19/2005

A Felicidade


Sentei-me exausta naquele banco de jardim. O jardim estava tão verde e florido! Havia também um chafariz, que dava ao local mais harmonia com som das águas. Algumas pessoas passeavam por ali. Nesse cenário, eu era quase um banco, imperceptível perante tanta beleza. Era tudo tão tranqüilo, que eu conseguia ouvir o som das águas e os batimentos do meu coração. Tudo ali era vida, inclusive eu. De repente, um beija-flor surgiu! Voava eletricamente de uma flor à outra. Parecia tão feliz! A natureza o presenteava com cores e talvez, sabores diferentes. Ele era um beija-flor feliz! Se eu pudesse nascer de novo, se eu pudesse escolher outra forma de vida, certamente eu seria um beija-flor!

Ouvia ainda os batimentos do meu coração... Isso me fez refletir sobre quem eu era: tudo em mim funcionava como uma orquestra! O coração batia, o sangue corria e os meus pensamentos também voavam eletricamente, como aquele beija-flor!

Lembrei-me então da minha infância sofrida, das escolhas equivocadas, das pessoas as quais nunca mereceram a minha confiança (nem sei porque lembrei delas, pois não merecem nem meus pensamentos de lembrá-las!). Muitos outros fatos passados vieram como “flashes” à mente!

No entanto, ali naquele exato momento, naquele jardim, eu era outra pessoa e não as tantas outras que um dia já fui! É como se todos os dias da minha vida eu acordasse uma outra pessoa. Tudo o que eu havia vivido era e não era eu! O passado então, não era necessariamente o meu, porque eu era outra todos os dias! Eu também fazia parte da natureza em transformação! Toda essa reflexão, nesse banco desse jardim, também ficarão para trás. Será somente um contexto tranqüilo, de um curto espaço de tempo, de quem sou eu hoje!

Aquele beija-flor ainda estava ali, como eu. Ele estava feliz por estar ali...e eu? Acho que eu também estava feliz, mas a certeza da felicidade a gente só há tem, quando já não há tem mais.

Felicidade? Pouca importa a felicidade se todos os dias quando acordo, sou outra pessoa. Se não fui feliz ontem, sendo quem eu era, talvez possa ser eu feliz hoje, sendo quem eu sou; ou talvez amanhã sendo a outra pessoa que ainda serei! Eu sou como a natureza em transformação!

A felicidade em si não é planejada (nem deve, nem pode!). Ela se esconde em momentos inesperados (como nesse jardim), se esconde no amanhã e nos outros muitos “eus” que eu desconheço ainda em mim!

A Árvore


Havia uma única árvore, somente uma, que podia ser vista lá de longe, pois era robusta e imponente, feito um tenente. Todos os dias eu ia lá... Conversávamos longamente!

Certa vez, perguntei a ela porque era tão só (afinal não havia nenhuma outra árvore ao seu redor). Foi então que ela me contou, que há muito tempo atrás, lá houveram homens, muitos homens...que acreditavam na força do mercado livre, tinham a ilusão do poder e do sucesso, e muita ambição à modernidade. Esses homens destruíram todas as formas de vida ao seu redor e a transformaram numa árvore solitária, talvez a última.

Ainda hoje, ela procura no silêncio, a compreensão sobre os homens, saber do que a nossa mente é capaz.

Se ela pudesse voltar naqueles tempos, me disse que se pudesse dizer aos homens alguma coisa, ela diria que não há nada no mundo, até mesmo todo o dinheiro do mundo que possa nos dar o que a gente nunca teve, porque aquilo que nos falta; o quê a vida, por alguma razão não nos deu, aquilo o quê a gente nunca teve, estará sempre faltando!

8/18/2005

Estrela-do-Mar


Existe uma estória de não sei quando e nem de quem, que conta sobre um pequeno grão de areia e uma estrela do céu, que de tanto se olharem, se apaixonaram.

Ninguém sabe até hoje se eles conseguiram concretizar esse amor impossível, somente que no oceano existe uma outra estrela: a estrela-do-mar!

A estrela-do-mar talvez seja fruto desse amor, sem testemunhas. Amores impossíveis misteriosamente acontecem, procriam e desaparecem.

Eu também fui fruto de um amor impossível...

Só mais tarde compreendi, que eu também sou uma estrela-do-mar!

Re...


Tudo aquilo que sempre nos disseram ter um fim, sob uma nova perspectiva, pode ser reexplicado, redirigido, revisto; resultando sempre num novo começo: num recomeço.

Acredito que, assim como tudo não é conclusivo e definitivo, a própria vida não o é: ela carrega em si a própria indefinição. Por isso, podemos e devemos, sempre, nos redescobrir e nos refazer em outro.

8/17/2005

Indignação...











Indignação:
contra os hábitos (tão americanos),
os filmes (tão americanos),
os lanches (tão americanos)...
... aqui no meu país!
Indignação:
contra a falta
de questionamento
da nossa população!
Indignação:
contra os fatos existentes,
e às vezes, inexistentes
na nossa eduçação.
Indignação:
contra a passividade,
a concordância,
a ignorância,
a aceitação.
Indignação:
contra a fome,
a morada a céu aberto,
a vida tão medida,
a sobrevivência,
a total pobreza,
a falta de participação.
Indignação:
contra os políticos
tão demagogos,
o engano,
o poder e corrupção,
o oportunismo
sempre em época de eleição.
Indignação:
contra a terra,
o monopólio.
A gota de sangue
que escorre na luta,
no sonho da divisão.
A verdade se esconde
atrás de um canal
de televisão!
Falta de eletricidade?
Talvez fosse uma solução.
Indignação?
É... falta muita indignação!

Sombras...


Eu vejo as sombras,
os contornos,
as linhas definidas,
muitas vezes, daquilo que não posso ver.
As sombras têm vida.
Movem-se lentamente.
Na verdade, a luz conduz as sombras
na penumbra,
no espaço sempre disponível:
às sombras.
Há um cenário concretizado, só de sombras.
Há um outro mundo: só de sombras.
Esse mundo das sombras não é sombrio: só é tímido.
Vive atrás de tudo.
É um mundo de luz, só não quer ser reconhecido;
porque é tímido.

Deslocamento


Ruas e ruas de casebres amontoados.
Pessoas acumuladas num pequeno espaço reduzido.
Comem juntas....
Dormem juntas...
Vivem tumultuadamente juntas.
Ignoradas e ignorantes dos seus direitos de ser:
um indivíduo
(individualidade).
Individual
(uma única identidade).
Ser um,
numa unidade
(integridade).

Vítima


Eu sou a vítima de um assalto:
bandido!
Eu sou a vítima de uma bala perdida...
(...que me encontrou).
Eu sou a vítima de um indivíduo,
um elemento,
desconhecido...
(...sem fundamento).
Eu sou a vítima de três disparos:
do tiroteio,
do justiceiro,
da reação.
Eu sou a vítima do trombadinha,
do militar,
do traficante
e do segurança particular.
Eu sou a vítima do acaso,
da violência,
da ousadia,
do despropósito,
das diferenças,
da repressão (tão democrática),
do desgoverno.
Eu sou a vítima desarmada,
mas fui amada.
Deixo hoje o amanhã,
e a saudade dos amigos e familiares.
Eu fui a vítima!