8/17/2005

Destino Nordestino


Nordestino.
Sem destino.
Farinha.
Seca.
Sol.
Desatino.
Família unida.
Sem comida.
A esperar pelo tempo,
que vai passar...
Só horizontes,
sem fantasias...
Naquele olhar que já não vê
tanta tristeza,
quanta incerteza...
Terra e areia,
chão de poeira.
Sonhos perdidos,
num sonho só:
poder plantar
para colher.
Ouvir “Painhô!”
e poder dar o de comer.
Nem Padre Cícero,
Graciliano,
viram o humano,
ser desumano.
Centros urbanos?
“Então eu vou,
tentar viver.
Quem sabe lá,
enriquecer”.
Decepção...
“Esteja certo,
se lá chover...
Voltar eu hei,
Ao meu sertão”.

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